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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

*Obs.


"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."

Gabriel Garcia Marquez

domingo, 29 de novembro de 2009

As Lésbicas Mitos e Verdades


Título: As Lésbicas, Mitos e Verdades
Autora:  Stéphanie Arc


“No mundo todo mulheres se amam, se desejam, fazem amor. Hoje, como ontem e amanhã. Como em todas as histórias de amor, elas vivenciam felicidade e mágoa. Ao fazer isso, não prejudicam ninguém, não usurpam a liberdade alheia nem perturbam a ordem social. Elas mantêm relacionamentos consentidos entre adultos, sem nenhum crime ou violência e, na maioria dos casos, como acontece em matéria de amor, na intimidade. E, no entanto... Na maioria dos países essas mulheres são recriminadas, agredidas, às vezes assassinadas, em função de sua preferência amorosa. Hoje, como ontem e amanhã”.


É dessa forma que Stéphanie Arc inicia o prefácio do livro As Lésbicas – Mitos e Verdades (Edições GLS), obra que já está à venda em livrarias do País. No livro, a autora, que é formada em Filosofia Moral e Política pela Sorbonne-Paris e é também jornalista, analisa e comenta as ideias preconcebidas sobre o lesbianismo.


A partir de pensamentos preconceituosos e amplamente difundidos (como é fácil reconhecer uma lésbica; elas gostariam de ser homens; elas sofreram abusos sexuais na infância; elas nunca se relacionaram com um homem decente), Stéphanie Arc aborda questões de identidade, gênero e até biologia, e fornece um retrato detalhado do lesbianismo ao longo da história e nos dias de hoje.

Livro - Duas Iguais


Livro: Duas Iguais«O amor exige expressão», diz a epígrafe de Duas Iguais, e essa frase, repetida no derradeiro parágrafo do livro, é o mote deste terno, pungente, encantador romance. Duas Iguais, o segundo livro de Cíntia Moscovich, é a expressão do amor entre duas mulheres, um daqueles amores que, na expressão de Oscar Wilde, não ousa dizer o seu nome. Um romance que aborda o amor homossexual sem recorrer a engajamentos ou a um manual de bons modos, Duas iguais conta a história de duas adolescentes, Clara e Ana, que vivem em Porto Alegre, com foco no Bom Fim, um bairro judaico tradicional da cidade. As duas jovens envolvem-se ao conviverem numa escola judaica, faco que gera uma série de confrontos que vai acompanhá-las pela vida fora. Enquanto Ana se auto-exila em Paris, Clara penetra, pouco a pouco, nos umbrais do mundo adulto. Por força das circunstâncias, Clara e Ana voltam a encontrar-se...


Sobre a autora:

Cíntia Moscovich nasceu em Porto Alegre, em 1958. É escritora, jornalista, mestre em Teoria Literária e ministrante de oficinas de criação textual. Contista, romancista e cronista, é autora de O reino das cebolas, Duas iguais, Anotações durante o incêndio e Arquitetura do arco-íris. Com três prêmios Açorianos, a autora também recebeu o Prêmio Jabuti, foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira e do Prêmio Bravo! Prime de Cultura. Também participou de antologias, como Geração 90: manuscritos de computador, 13 dos melhores contos de amor da literatura brasileira, 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira, Ficções fraternas, Contos cruéis e Contos para ler em viagem, entre outros. Em Portugal, participou da coletânea Putas: novo conto português e brasileiro, da editora Quasi. Também em Portugal, publicou Duas iguais e Arquitetura do arco-íris, pela editora Pergaminho. Na Itália, integra a antologia Sex´n´bossa, lançada pela editora Mondadori em 2005. Também foi traduzida para o inglês e para o catalão. Ex-diretora do Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul, a autora trabalhou como editora de livros do jornal Zero Hora, além de colaborar para jornais e revistas de todo o país. É uma das representantes brasileiras na Copa da Cultura, na Alemanha.

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