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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Filme com romance gay entre nazistas vence Festival de Cinema de Roma




 Um filme de temática gay foi o grande destaque no Festival de Cinema de Roma, encerrado na última sexta, 23. Apostando na polêmica, o dinamarquês "Brotherhood" levou dois prêmios, incluindo o de melhor filme. O longa mostra a história de amor entre dois membros de um grupo neonazista.

Um dos protagonistas da trama é Lars, que se junta aos extremistas logo depois de deixar o exército. A "irmandade" a qual o rapaz se junta é especialista em orquestrar ataques contra árabes e gays. O mentor de Lars no grupo é Jimmy, que passa a preparar o novato para as ações. Do convívio próximo nasce a paixão.

Os dois vivem o amor em segredo até o momento em que o dilema inevitável se faz cada vez mais presente: trair os companheiros de causa ou seus próprios sentimentos.

"Brotherhood" é o filme de estréia de Nicolo Donato, que trabalhava como fotógrafo de moda.



domingo, 10 de julho de 2011

...é proibido!

Vi o texto a seguir em um dos blOg q sigo. O que mais me impressionou foi o fato da autora ter conseguido transmitir em palavras um sentimento muito comum aos homossexuais... Eu mesma me identifiquei bastante com o texto e resolvi postar aqui, pois quando alguém faz alguma coisa boa merece elogio.



" Desde muito nova, sempre tive a certeza do NÃO/ Não demonstre/ Não seja/ Não faça/ Não se apaixone. Crescer com a certeza de que tantos sentimentos deveriam ser sufocados, não foi algo fácil. O Preconceito em si, é algo que me deixa bastante confusa, não sei o que de tão ruim existe em ser homossexual, isso é apenas uma característica, não um defeito, ou doença contagiosa que pode ser transmitida.

Já conheci várias pessoas preconceituosas durante a minha vida, e foram traumas que sempre vão ficar guardados em mim, acho que não existe nada pior do que ser excluída de alguma coisa, simplesmente por ser algo julgado fora dos padrões. Mas isso não acontece apenas com a opção sexual, se você for gorda, os mesmos olhares de preconceito vão chegar, se seu cabelo for ruim, os mesmos julgamentos serão feitos.

O Que me incomoda bastante, é esses sentimentos sufocados, é essa sensação de querer apresentar a namorada para a família, e não poder, é querer sair de mãos dadas na rua, e não ser possível também, são questionamentos antigos, eu confesso, pensei até que depois de tantos anos eu nem pensaria nisso mais, que já tinha me conformado com o NÃO, mas vejo que não, talvez eu sempre sinta esse vazio.

Confesso que se eu analisar bem, eu teria tudo para ter me tornado uma pessoa muito fria, em todos os aspectos, mas na vida é necessário ter essa força, a força para sair de situações ruins e aprender com elas. Posso não ser o melhor exemplo de pessoa carinhosa, afinal sempre foi difícil enxergar manifestações de carinho na minha própria casa, o ambiente sempre foi um pouco frio, eu lembro que desde pequena eu entendi perfeitamente isso, eu olhava as outras famílias reunidas, e ficava triste por saber que a minha não era assim, mas o que importa é que não quero isso para o meu futuro, para mim.

Essas " proibições " da sociedade, as vezes, como agora, abala um pouco, eu não sei lidar com sentimentos, sou extremista na verdade, ou demonstro tudo, ou não demonstro nada, não sei equilibrar as coisas. E uma das certezas mais chatas na minha vida sempre foi a questão do preconceito, eu gostaria de entender o que tem de tão errado ou estranho, se uma mulher aparecer com outra, porque as pessoas pensam que não podem existir amor ali?Penso também que os homossexuais, em sua grande maioria, são covardes também, não colocam a cara pra bater, escondem o namoro por anos e anos, não assumem, lembro que já tive uma namorada que era quase uma psicopata de tão medrosa que era, e lembro também de como isso me machucava, acho que quando o preconceito [ sim, porque o medo é uma maneira de ter preconceito, por não assumir o que é ], então eu acho que quando o preconceito vem de uma das duas partes, torna-se algo bem pior do que vindo de 700 pessoas desconhecidas.

O Futuro é incerto, não apenas com relação a isso, mas também de um modo geral. Não sei se no mundo dos meus filhos ou netos ainda vai existir a plaquinha de " Proibido " para o amor, eu de verdade espero que não. Espero que todos enxerguem que somos iguais, se sua melhor amiga é engraçada/ companheira, mas for lésbica, ela não deixará de ser a mesma amiga engraçada e companheira de sempre, é tudo questão de característica. Quanto a família, que é o lado pior da coisa, pois a mãe sempre espera que sua filha te dê netos lindos e encontre um bom marido, e o pai sempre espera que o filho arranje um bom emprego e uma boa mulher, é necessário uma dose de paciência a mais, e principalmente muita coragem.
Ser feliz é uma questão de escolha, você pode ser feliz num mundo falso e previsível, escrito por outras pessoas, ou pode ser feliz de verdade, escrevendo com suas próprias mãos a sua história. Basta escolher... "

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Projeto Escola sem Homofobia

O Projeto Escola Sem Homofobia, apoiado pelo Ministério da Educação/Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (MEC/SECAD), tem como objetivo “contribuir para a implementação do Programa Brasil sem Homofobia pelo Ministério da Educação, através de ações que promovam ambientes políticos e sociais favoráveis à garantia dos direitos humanos e da respeitabilidade das orientações sexuais e identidade de gênero no âmbito escolar brasileiro”.
O Projeto foi planejado e executado em parceria entre a rede internacional Global Alliance for LGBT Education – GALE; a organização não governamental Pathfinder do Brasil; a ECOS – Comunicação em Sexualidade; a Reprolatina – Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva; e a ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Todas as etapas de seu planejamento e execução foram amplamente discutidas e acompanhadas de perto pelo MEC/SECAD.
Parte desse projeto inclui a distribuição de um kit de material educativo abordando aspectos da homo-lesbo-transfobia no ambiente escolar, direcionado para gestores(as), educadores(as) e estudantes. O kit é composto de três tipos de materiais: o caderno do educador, seis boletins para os estudantes e cinco vídeos, dos quais três já estão em circulação na internet.

Quem quiser assistir os vídeos estão aê :
 
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Quem quiser saber mais sobre esse projeto é só clicar no link :
http://download.uol.com.br/educacao/Projeto_Escola_Sem_Homofobia_2011.pdf

terça-feira, 5 de abril de 2011

Alemanha: Ex-skinhead mudou de sexo e quer lutar pelos direitos dos homossexuais

Ele era um skinhead, neonazista e incitador à morte de homossexuais e negros. Hoje é uma mulher transexual e chegou a se candidatar ao parlamento alemão para defender as minorias pelo partido socialista.
Ela, que hoje se chama Monika Strub, é enfermeira, tem 35 anos, e disse que decidiu deixar para trás não só o sexo com que nasceu, como as suas ligações com o Partido Nacionalista.
"Porque, embora fosse homem, sentia-me como mulher. Mas, mesmo não me sendo permitido, finalmente decidi, em 2007, passar a viver como uma mulher", lembra.
Monika, que agora trabalha como fotógrafa, se candidatou ao parlamento, mas não foi eleita pois só atingiu 1,8% dos votos.
fonte: Cena G




quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O homem...




...não nasceu para amar a mulher.
A mulher não nasceu para amar o homem.
O ser humano nasceu para amar o ser humano.


Christian Chávez.

sábado, 29 de maio de 2010

Rihanna e Christina Aguilera ousando nos novos clipes

Confira os clipes oficiais e letras de Not Myself Tonight e Te Amo
É modismo? É só pose? Quem se importa?
O fato é que é no mínimo muito interessante ver as cantoras pops “libertando-se” nesse sentido.
Assistam e comentem!
Christina Aguilera – Not myself tonight




Letra/Tradução

Not Myself Tonight

You know tonight
I am feeling a little out control
Is this me
You wanna get crazy
Because I don’t give a…
I’m out of character
I’m in rare form
And If you really knew me
You’d know its not the norm
Cause I’m doing things that I normally won’t do
The old me’s gone I feel brand new
And if you don’t like it f*** you
The music’s on and I’m dancing
I’m normally in the corner just standing
I’m feeling unusual
I don’t care cause this is my night
I’m not myself tonight
Tonight I’m not the same girl same girl
I’m not myself tonight
Tonight I’m not the same girl same girl
I’m dancing alot and I’m taking shots I’m feeling fine
I’m kissing all the boys and the girls
Someone call the doctor cause I lost my mind
Cause I’m doing things that I normally won’t do
The old me’s gone I feel brand new
And if you don’t like it f*** you
The music’s on and I’m dancing
I’m normally in the corner just standing
I’m feeling unusual
I don’t care cause this is my night
I’m not myself tonight
Tonight I’m not the same girl same girl
I’m not myself tonight
Tonight I’m not the same girl same girl
In the morning
When I wake Up
I’ll go back to the girl I used to be
But baby not tonight
I’m not myself tonight
Tonight I’m not the same girl same girl
I’m not myself tonight
Tonight I’m not the same girl same girl
Yah, that feels good
I needed that
Get crazy
Let’s go
That’s right
Come on
Give it to me now, don’t stop

Não Sou Eu Mesma Hoje À Noite

Você sabe que essa noite
Estou me sentindo um pouco fora do controle
Essa sou eu?
Você quer ficar louco?
Porque eu não dou a (mínima)…
Estou fora do caráter
Estou em forma rara
E se você realmente me conhecesse
Você saberia que não é a norma
Estou fazendo coisas que normalmente não faria
Meu antigo eu se foi, me sinto nova em folha
E se você não gosta disso, foda-se
A música está tocando e eu estou dançando
Eu normalmente fico no canto, só esperando
Estou me sentindo incomum
Eu não me importo, porque essa é a minha noite
Eu não sou eu mesma hoje à noite
Essa noite eu não sou a mesma garota, mesma garota
Eu não sou eu mesma hoje à noite
Essa noite eu não sou a mesma garota, mesma garota
Estou dançando muito, tomando doses, me sinto bem
Estou beijando todos os garotos e garotas
Alguém chame o médico, porque eu perdi a cabeça
Estou fazendo coisas que normalmente não faria
Meu antigo eu se foi, me sinto nova em folha
E se você não gosta disso, foda-se
A música está tocando e eu estou dançando
Eu normalmente fico no canto, só esperando
Estou me sentindo incomum
Eu não me importo, porque essa é a minha noite
Eu não sou eu mesma hoje à noite
Essa noite eu não sou a mesma garota, mesma garota
Eu não sou eu mesma hoje à noite
Essa noite eu não sou a mesma garota, mesma garota
De manhã
Quando eu acordar
Eu voltarei a ser a garota que eu costumava ser
Mas, amor, não esta noite
Eu não sou eu mesma hoje à noite
Essa noite eu não sou a mesma garota, mesma garota
Eu não sou eu mesma hoje à noite
Essa noite eu não sou a mesma garota, mesma garota
É, isso é bom
Eu precisava disso
Fique louco
Vamos lá
É isso aí
Venha
Me dê isso agora, não pare
Rihanna – Te Amo



Te Amo

Te Amo, Te Amo
She says to me, I hear the pain in her voice
Then we danced underneath the candelabra
She takes the lead
Thats when I saw it in her eye
It’s over
Then she says Te Amo
Then she put her hand around me waist
I told her no,
She cried Te Amo
Told her I’m nah guh run away
But let me go
My soul hears her a Cry, without asking why
I said Te Amo, wish somebody tell me what she said
Don’t it mean I love you
Think it means I love you
Don’t it mean I love you
Te Amo, Te Amo, she’s scared to breathe
I hold her hand, I got no choice uhh
Pulled me out on the beach, danced in the water
I start to leave
She’s begging me and asking why?
It’s Over
Then she says Te Amo
Then she put her hand around me waist
I told her no,
She cried Te Amo
Told her I’m nah guh run away
But let me go
My soul hears her a Cry, without asking why
I said Te Amo, wish somebody tell me what she said
Don’t it mean I love you
Think it means I love you
Don’t it mean I love you
Listen we can dance
But you gotta watch your hands
Watch me all night
I’ll move under the light
Because I understand
That we all need love
And I’m not afraid, I feel the love
But I don’t feel that way
Then she says Te Amo
Then she put her hand around me waist
I told her no,
She cried Te Amo
Told her I’m nah guh run away
But let me go
My soul hears her a Cry, without asking why
I said Te Amo, wish somebody tell me what she said
Think it means I love you
Don’t it mean I love you
Think it means I love you
I love you
Te amo…
Te amo…
Don’t it mean I love you

Te Amo

Te amo, te amo
Ela disse pra mim, ouvi a dor em sua voz
Então dançamos sob o candelabro
Ela assume o controle
Foi quando eu vi em seus olhos
Acabou
Então ela diz: “Te Amo”
Depois coloca suas mãos em torno da minha cintura
Eu lhe disse não,
Ela gritou “Te amo”
Eu lhe disse que eu não fugiria
Mas que me soltasse
Minha alma escuta seu pranto, sem perguntar por que
Eu disse te amo, alguém me diga o que ela falou
Não significaria “Eu te amo”?
Acho que significa “Eu amo você”
Não significaria “Eu te amo”?
Te amo, te amo, ela receia respirar
Segurei sua mão, eu não tinha escolha
Me trouxe pra praia, dançamos no mar
Comecei a sair
Ela me implora e pergunta por que
Acabou
Então ela diz: “Te Amo”
Depois coloca suas mãos em torno da minha cintura
Eu lhe disse não,
Ela gritou “Te amo”
Eu lhe disse que eu não fugiria
Mas que me soltasse
Minha alma escuta seu pranto, sem perguntar por que
Eu disse te amo, alguém me diga o que ela falou
Não significaria “Eu te amo”?
Acho que significa “Eu te amo”
Não significaria “Eu te amo”?
Ouça, nós podemos dançar
Mas você tem que tomar cuidado com suas mãos
Me observe a noite toda
Vou me mexer sob a luz
Porque eu entendo
Que todos nós precisamos de amor
E eu não tenho medo, eu sinto amor
Mas eu não sinto desta maneira
Então ela diz: “Te Amo”
Depois coloca suas mãos em torno da minha cintura
Eu lhe disse não,
Ela gritou “Te amo”
Eu lhe disse que eu não fugiria
Mas que me soltasse
Minha alma escuta seu pranto, sem perguntar por que
Eu disse te amo, alguém me diga o que ela falou
Não significaria “Eu te amo”?
Acho que significa “Eu te amo”
Não significaria “Eu te amo”?
Eu amo você
Te amo…
Te amo…
Não significaria “Eu te amo”?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Giulia Gam interpretará lésbica em filme



Atriz será homossexual em filme de Marcos Paulo
Policial e lésbica. Eis o papel que Giulia Gam interpretará no filme de Marcos Paulo, “Assalto ao Banco Central”.
Segundo a colunista do jornal “O Globo”, Patricia Kogut, o longa teve argumento escrito pela namorada do diretor, a atriz Antônia Fontenelle, que interpretará a namorada de Giulia.
Era possível que houvesse uma cena de beijo, a própria Antônia pediu que fosse incluído no roteiro, mas o mesmo foi vetado por influenciar na classificação indicativa do filme – o que diminui o número de expectadores.
“Assalto ao Banco Central” já está sendo filmado e tem previsão de estreia pra janeiro do ano que vem.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Revista Veja traz reportagem de capa sobre jovens Gays




A Revista Veja dessa semana, edição número 2164, traz uma extensa reportagem com o título: "Ser jovem e Gay, a Vida sem Dramas", sobre a juventude Homossexual dos dias de hoje.

A revista mostra como está cada vez mais fácil para jovens e adolescentes se assumirem como Gays, vivenciarem sua sexualidade de forma aberta e saudável, contando até com o apoio dos pais e o exemplo de famosos que saem do armário a todo momento.

Entre na página da Revista Veja para ler a reportagem completa.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Programa de Direitos Humanos defende o casamento gay

06_Lula_GLS 


3º Programa Nacional de Direitos Humanos passa a apoiar a união civil, a reconhecer autodeclarações de gays e lésbicas e a facilitar a mudança de nome de transsexuais e travestis. Mas e os nossos direitos?
Nesta segunda-feira (21) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. Dentre os muitos aspectos abordados pelo programa, está a defesa do projeto de lei da união civil entre homossexuais. O material foi divulgado pela Secretaria de Direitos Humanos, coordenadora do programa junto com mais outros 30 ministérios, e, de acordo com a Secretaria, além de apoiar o projeto da união civil, o programa prevê que os sistemas de informação pública passem a considerar como informações as autodeclarações de gays, lésbicas, travestis e transsexuais. Além disso, defende que travestis e transsexuais escolham seus nomes em documentos, sem necessidade da intervenção judicial.
Mais um dos avanços deste último governo em relação aos nossos direitos, como é o caso do programa Brasil sem Homofobia, em vigor desde 2004. Porém, apesar dos apoios, declarações e avanços, baterei, outra vez (e mais quantas forem necessárias), naquilo que tange (e sempre esbarra no preconceito daqueles que legislam) a nossa Constituição: e a lei? O projeto de lei nº 1.151, apresentado em 25 de outubro de 1995 pela então deputada Marta Suplicy continua parado, tão ultrapassado como os recentes quase 15 anos de história estagnada no Congresso federal que apresenta. E nada é feito. Desde então, sofreu mudanças ridículas e insignificantes para o papel que, de fato, se presta, como a mudança do termo união civil para parceria civil registrada. Mudanças que atrasam, sempre, o processo geral e que em nada modificam a real situação de gays e lésbicas na nossa sociedade: ainda nos são negados 37 direitos civis.
Destes 37 direitos, grande parte deles nos é negada em decorrência da proibição da união civil. Como, por exemplo, a impossibilidade de soma de renda para aquisição de bens e financiamento dos mesmos, a não inclusão dos nossos parceiros como dependentes nos planos de saúde, a não participação nos programas do Estado vinculados à família, dentre tantos outros. Então, como muitos ainda podem pensar, a união civil não se trata de “capricho” e, muito menos, de inveja da heterossexualidade. Trata-se de cidadania. Podemos chamar o “casamento” como quisermos: de união a matrimônio, de amor eterno à estabilidade. Porém, antes de qualquer coisa, é uma entidade e um contrato promovido pelo Estado, através do qual são garantidos direitos e, também, designados deveres aos envolvidos e que nos é negado por simples e puro preconceito por parte de um conservadorismo não justificado. E não importa quantas cartas, atos ou programas sejam desenvolvidos em prol da homossexualidade enquanto liberdade individual, é preciso mais, é preciso força de leis e apoio constitucional do Estado.

Outras propostas

Dentre as outras propostas do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos está o impedimento da ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, e a inclusão no currículo escolar do ensino da diversidade religiosa, destacando as religiões africanas. Além disso, destaca-se, ainda, a intenção também de colocar a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como disciplina facultativa nos currículos escolares.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Butch



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Um jeito diferente de ser mulher

Ter um jeito “butch” é muito mais do que simplesmente vertir roupas masculinas ou ter cabelos curtos. É preciso coragem, auto-estima elevada e muito bom humor para enfrentar situações muitas vezes embaraçosas.
Ser barrada em vestiários ou provadores femininos, ser chamada de “campeão”, “amigo” ou “jovem” em diversos lugares, atrair olhares assustados em banheiros públicos, fazem parte do universo de quem se assume butch.
Ganhar presentinhos meigos também. Que atire a primeira pochete a butch que nunca ganhou uma linda blusinha rosa, um estojo de maquiagem ou um lindo par de brincos cintilantes da mãe ou das tias e ainda ser obrigada a agradecer e dizer que adorou muito! Quem adora mesmo é a namorada que, se for feminina, acaba ganhando-os por tabela.
Crianças são curiosas e sempre perguntam se sou menino ou menina. Geralmente os pais, sem saber como responder, deixam esse encargo para mim e eu simplesmente digo que sou uma menina parecida com um menino. Elas encaram a resposta com a maior naturalidade do mundo, como uma novidade a mais que aprenderam.
Comprar roupas é um sufoco. É muito difícil encontrar o tamanho certo, principalmente quando a pessoa é magrinha, tem menos de 1,70m de altura e calça 36. A numeração dos sapatos masculinos começam no 37 e sapatos femininos, definitivamente, não caem bem na gente. O que às vezes salva é a numeração de sapatos e roupas juvenis, mas nesse caso é complicado achar modelos com “cara” de adulto.
Tentar se encaixar em um mundo formatado para mulheres femininas e homens grandes e masculinos não é tarefa fácil, mas olhar todos os dias para o espelho e não ver a pessoa que você gostaria de ser é mil vezes pior.
Descobri que o sorriso de ninguém substitui o meu próprio sorriso e que eu não suportaria viver a vida que os outros queriam para mim.
O que mais me assusta é ver muitas pessoas ditando por aí o que é ser mulher (lésbica) e homem (gay) de verdade. Dizendo que gostar de mulher pode, mas tentar se parecer com um homem não. Tentam desvincular a homossexualidade de estereótipos sem saber que estão criando mais preconceito ainda.
Agora, se tem butch coçando saco imaginário, tratando outras mulheres com grosseria, portando-se como o pior dos homens na face da terra, trata-se de falta de educação da pessoa e não de um grupo. Educação, respeito e sensibilidade são itens sempre bem vindos em qualquer raça, orientação sexual, identidade sexual, idade e cultura.
 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Como se assumir lésbica perante os pais

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Pois é, provavelmente está a chegar a hora de se assumir como lésbica perante os seus pais… E que fazer, e como o fazer? Tudo passa pela sua cabeça: Será que eles vão aceitar? - ou pelo contrário farão disto um cenário de terror na sua vida? A verdade é que a maioria dos pais não reage mal, mas tudo depende como se assume perante eles e do facto de os preparar para este momento.

Considere sempre o pior cenário

Se pensa que tudo pode correr bem, não se esqueça de pensar que tudo pode correr muito mal. Imagine sempre o pior cenário, e tenha sempre um segundo plano caso o pior cenário se torne real. Se vive com os seus pais, e eles reagirem mal à notícia, o ideal será pensar desde já num local alternativo para ficar - caso eles se passem e a coloquem fora de casa. Comece a imaginar como será a sua vida se os seus pais deixarem de a ajudar financeiramente: prepare sempre uma alternativa. Parece dramático demais? A verdade é que nada como imaginar o pior cenário, para que tudo que aconteça não seja uma surpresa negativa.

No caso de ser apenas, em parte, financeiramente independente ( como no caso de estar em início de carreira e ainda depender dos seus pais para lhe pagarem a renda de casa), espere que eles lhe possam negar essa ajuda financeira. Espere essa situação e prepare um plano alternativo, nem que seja ir viver para a casa de um amigo por uns tempos.

Pergunte-se sempre: “Porque desejo que os meus pais sejam conhecedores acerca da minha orientação sexual?”. Descubra a resposta a esta questão. Se a resposta for: “Porque eles são importantes para mim e como tal é importante que eles saibam.”; se esta é a resposta, tudo bem; mas se pensa que os seus pais são homofóbicos e os vais fazer mudar de ideias com uma notícia destas, a verdade é que ainda os poderá tornar mais revoltados e por isso mais homofóbicos. Nunca lhes comunique uma notícia destas num ataque de fúria, ou num momento de desespero. O sentimento de desespero ou de raiva será o que mais vai sobressair, sendo o assunto verdadeiro passado para segundo plano, tornando-se ainda mais difícil de aceitar. O ideal será começar a preparar terreno: comece por contar a notícia a pessoas da sua família que sejam mais tolerantes, que a possam ajudar e que a apoiem na ocasião de falar com os seus pais, ou até mesmo para os ir preparando antes de si.

Escolha um bom momento

Um momento ideal para se assumir perante os seus pais é difícil de definir, mas tente que seja o mais propício possível como por exemplo: deverá escolher um momento em que saiba que os seus pais estão com tempo para a ouvir e que não vai ser interrompida. Esta ocasião pode ser difícil de surgir, mas se não se proporcionar naturalmente, proporcione-a você mesma. Nunca escolha momentos como aniversários, Natais ou outro tipo de celebração que pode tornar-se caótica. Deve sempre contar com o pior e isso também implica pensar na situação e no que pode afectar outras pessoas.

Nunca tente dizer estas coisas através das novas tecnologias, como enviar um e-mail aos seus pais, ou mesmo telefonar-lhes para se assumir; pode parecer mais fácil mas na realidade não há nada como o cara-a-cara para dar uma notícia destas, evitando assim mal-entendidos.

Se tem uma relação actual, não traga essa pessoa para esta conversa: nem fisicamente nem circunstancialmente; vá preparando os seus pais, e não espere que eles absorvam tanta informação de uma só vez. No caso de eles conhecerem a sua companheira e gostarem muito dela, isso será uma vantagem, mas essa é uma vantagem que deve ser usada mais tarde e não no momento em que se assume.

Seja calma e pense antes de falar

Nada como planear o que se vai dizer numa situação destas. Parece que o improviso pode parecer mais natural, mas na realidade o improviso pode dar origem a exaltações mais rapidamente, que as respostas planeadas. Deve sempre planear a conversa ao detalhe e até mesmo praticá-la com um amigo. Também deve sempre perguntar a outros que passaram pela mesma situação como é que o fizeram, porque basear-se em experiências de outros dá sempre algum traquejo emocional para passarmos as nossas.

Considere situações como: se os seus pais já a questionaram acerca de ser gay; isto pode ser uma boa linha de introdução para iniciar “a conversa” com eles; isto também demonstra que poderão ser mais tolerantes à notícia, dado que admitem que esta hipótese é uma hipótese possível.

Tenha paciência

Aceitarem ter-se assumido como lésbica é algo que pode levar mais, ou menos tempo; por isso esteja preparada para passar pela fase de aceitação dos seus pais. Poderá imaginar o tempo que demorará aos seus pais a habituaram-se a esta nova realidade, baseando-se em experiências passadas a que tenha assistido aos seus pais passarem, como situações de grande stress emocional; estas situações poderão funcionar como um indicador não só da reacção mas também do tempo de aceitação da nova notícia.

Nunca se deve esquecer que os seus pais com o seu “sair do armário”experienciam como que uma “perda”, em que a filha que imaginavam que tinham, não corresponde exactamente à realidade. Os seus pais poderiam sonhar com um vida heterossexual de acordo com os seus padrões culturais, e estereótipos construídos ao longo da vida, por isso deve dar-lhes o espaço para se habituarem à perda e a aceitarem como a nova realidade. Mais tarde eles começarão a aceitar o facto de que a filha é lésbica e toda a realidade existente à volta dessa nova existência.

Prepare-se para ouvir

Esteja preparada para responder a questões feitas pelos seus pais. Esteja preparada para lhes explicar que ser lésbica não é algo que se escolhe, que não é um defeito, nem sequer culpa deles devido a algo que não tenham feito bem. Ser honesta com os seus pais é a única decisão que foi escolhida por si. Ah! Se os seus pais pertencem a uma religião que condena a homossexualidade, prepare-se previamente com argumentos religiosos que poderão contrariar os que eles apresentarem.

Alguns pais poderão sugerir um internamento ou até uma cura para o que consideram ser um problema resolvível, ao que lhes pode afirmar que a ciência médica não considera a homossexualidade uma doença, nem física nem mental.

Faça-os saber que é feliz dessa maneira e que eles devem de ser felizes consigo. Faça-os saber que existem outros membros da família que a apoiam e que se sentem confortáveis com a sua maneira de ser. A verdade é que a principal preocupação dos pais é com a discriminação e com o quanto a sociedade pode maltratar alguém homossexual; assegure-os que já se sabe defender, que a sociedade já está mais tolerante e que tudo vai correr bem.

Ajude-os a ter apoio

Certamente que os seus pais irão ficar emocionalmente abalados, especialmente se não faziam a mínima ideia da sua homossexualidade. Por isso considere arranjar alguém com quem eles possam conversar sobre o assunto, como um psicólogo ou até um médico de família. Depois de os seus pais sentirem que existem outros pais na mesma situação, certamente irão sentir-se mais compreendidos e menos desprotegidos.

Parabéns!

Parabéns, se já se assumiu! Agora é só dar aos seus pais o tempo e o espaço necessário para que eles aceitem a notícia. Aproveite esta ocasião para fazer algo de bom por si, comemore a sua atitude, encontre-se com amigos, faça uma celebração, vá a um bar gay. Parabéns!

Como conhecer outras mulheres lésbicas ou bissexuais


Bar lésbico

 
Uma das maneiras mais fáceis de conhecer outras lésbicas é em eventos rotulados gay e lésbicos. Se ficou solteira de novo, acabou de se mudar, ou acabou de se assumir como lésbica, poderá sentir-se meia perdida e não saber como encontrar mais mulheres lésbicas. Se não está inserida na comunidade é mais difícil saber onde poderá encontrar outras lésbicas ou mulheres bissexuais. Se é um pouco tímida, ou não vive num grande centro urbano, aonde é que deve ir? Deixamos algumas ideias para conhecer outras lésbicas ou mulheres bissexuais.

Bar lésbico ou amigo de gays

Os bares dedicados a mulheres lésbicas começam a emergir no nosso panorama, mas também existem os bares gays ou amigos dos gays onde qualquer homossexual é bem-vindo e à partida poderá conhecer outras pessoas, não se sentindo inibido pelo facto de não saber se a pessoa é gay ou não. Por vezes esses locais promovem festas especiais onde pode sempre conviver, divertir-se e quem sabe... encontrar a sua cara-metade num momento de festa?

Associações lésbicas ou gays

As associações lésbicas ou gays são óptimas para a ajudarem a reclamar os seus direitos e são locais privilegiados para a ajudar a conhecer pessoas com a mesma orientação sexual que a sua. As associações tem não só grupos de suporte, tem também grupos culturais, políticos e recreativos, nos quais pode participar acabando por conhecer outras pessoas.
Exclusivamente Lésbicas:
Lésbicas e não só:

Livrarias amigas de gays

Existem livrarias “amigas de gays” mais direccionadas para a cultura gay, que organizam tertúlias ou sessões de leituras muito interessantes se tiver uma veia mais erudita. Nesta situação pelo menos saberá que a probabilidade de encontrar alguém com os mesmos interesses é muito maior. Temos como exmplo a livraria lisboeta "A Esquina Cor de Rosa".

Através de amigos

Se os seus amigos souberem que é lésbica e que procura uma companheira eles irão certamente ajudar. Nada como bons amigos “casamenteiros” para ajudar a conhecer possíveis companheiras. Há sempre um amigo que tem uma amiga, que conhece outra... e logo que conheça uma ou duas lésbicas com quem possa só fazer amizade, estas conhecerão outras e a sua rede de contactos irá aumentar a partir dai.

Na internet

Pode sempre frequentar um local na internet dedicado não só a conhecer mulheres lésbicas mas também só para possíveis amigas. Existem chats, fóruns, locais de encontro on-line dedicados especialmente à comunidade lésbica. Mas o ideal será começar por procurar mulheres amigas, e depois quem sabe transformar essas amizades em algo mais especial…

No café local

Em quase todas as cidades existe um ou mais cafés que se sabe serem mais frequentados por gays e lésbicas. Frequente esse café, nem que no início vá só com os seus amigos, poderá sempre aparecer oportunidade para um olhar mais atencioso.

Bares

O ideal é um bar para lésbicas, mas nem sempre há um bar local especial para lésbicas, e também não tem de existir um. A realidade é que poderá sempre ir aos bares locais heterossexuais e quem sabe se não desenvolve o seu radar lésbico? Olhe à sua volta, não existe só você sendo lésbica. As outras mulheres lésbicas também andam por ai - pelo menos 20% da população feminina – só lhe resta apurar o seu radar lésbico e conseguir detectá-las. Mantenha-se atenta a festas ou a eventos que saiba que outras lésbicas poderão frequentar. Se conhecer alguém e tiver dúvidas relativas à orientação sexual dessa pessoa, introduza assuntos como o casamento gay, a adopção por gays, etc., verificando logo a tolerância dessa pessoa para com o universo homossexual.
http://www.privillegebar.com/
http://www.algarvegay.com/bestofbar/

Viagens

Se gosta de viajar, saiba que existem locais especialmente indicados para passar férias entre lésbicas; ou seja pode escolher passar férias num local cheio de mulheres e sem constrangimentos relativos à sua sexualidade. Pode dar uma vista de olhos numa agência especializada em viagens gays como: http://www.rainbowpoint.pt . Pode optar por um safari no Quénia ou num cruzeiro em alto-mar, o que quer que escolha é certo conhecer mais lésbicas que também gostam de viajar. Pode ver mais em: http://worldwidegaytravel.com/ .

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